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	<title>EU.(a)forismos</title>
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		<title>Palavras sobre um porvir</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 03:10:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Todas as pessoas vão te dizer que você tem que se organizar na vida, se preparar, se assegurar. Foi parte das preocupações de uma cara amiga minha e algo que me fez parar pra pensar: o ato de viver, pra todos os efeitos, é uma progressão em desorganização. Como bem apontou Mutarelli em seu genial [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=176&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todas  as pessoas vão te dizer que você tem que se organizar na vida, se  preparar, se assegurar. Foi parte das preocupações de uma cara amiga  minha e algo que me fez parar pra pensar: o ato de viver, pra todos os  efeitos, é uma progressão em desorganização. Como bem apontou Mutarelli  em seu genial texto “O Astronauta”, vivemos em uma rota que já começou: o  que está ali traçado é nossa única ligação com o sólido, o que virá a  ser traçado naturalmente desvirtuará o que irá passar, de uma maneira ou  de outra. Nada é uma mera linha reta, já diria a física contemporânea. O  que aconteceu na semana passada é uma narrativa linear, cheio de fatos  cuja única obscuridade vem do fato de você lembrar ou não lembrar,  porque eles estão lá de fato, intocáveis em sua concretude. O que  acontecer de agora em diante (“agora”, que palavra fugidia esta) está  passível de toda sorte de desvios e contratempos. O porvir é, em sua  natureza, desorganizado. Líquido, se me permitir uma liberdade  semântica. E aqui estamos, o homem moderno adorador da imagem, das fotos  que fazem tudo parecer atemporal, como tivesse sido colocado lá por  Apolo desde os tempos mais remotos, ou antes disso. E um leve ressoar em  nossa mente, que nos instiga a revisitar sensações já passadas,  ignorando com ar de criança que, meu caro, “os tempos são outros”. Desde  há um milésimo de segundo. Desorganizado.</p>
<p>Encarando  essa verdade, há duas saídas possíveis (foi o que o blues de domingo á  noite me deixou raciocinar, dê-me um desconto). A primeira é colecionar e  se agarrar aos bons momentos passados como se fossem jóias &#8211; suas  preciosidades apenas artifício de um sistema &#8211; para depois se sufocar  com elas no eterno dissipar das coisas. Cada um escolhe seu veneno.  Pessoalmente o meu escolhido é a segunda saída: sabendo que o que é  agora já se foi, irremediavelmente, tudo o que sobra é o conflito do  porvir. “Amanhã vai ser diferente” por bem ou por mal, e o que me cabe é  encarar e dizer entre os dentes: “manda ver!”. Não teria muita graça se  não fosse assim. Em última consideração, jamais tema esperar uma  segunda chance:o futuro não conhece limites.</p>
<p>Eu  deveria escrever um livro de auto-ajuda, Maga, um destes com um título  cativante e nenhuma boa nota de rodapé e uma segunda introdução pra cada  nova edição e talvez alguma dedicatória babaca a ti. Conseguiria uma  grana, bancaria um lugarzinho, uma viagem para a Toscana ou para ver as  igrejas de Gaudí em sua etérea companhia. Deixe-me ser irônico por um  momento, isso não importa, nunca importou. Mas vem cá: não é engraçado  pensar que, de certa forma, esperamos o que já se passou?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leonardoatorama.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leonardoatorama.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leonardoatorama.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leonardoatorama.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leonardoatorama.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leonardoatorama.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leonardoatorama.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leonardoatorama.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leonardoatorama.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leonardoatorama.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leonardoatorama.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leonardoatorama.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leonardoatorama.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leonardoatorama.wordpress.com/176/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=176&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Beat it</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 17:02:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardoatorama</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Você vai até São Bernardo?”. A pergunta tirou minha cabeça dos desvaneios de como a maldita noite estava quente, e os meus olhos de um volume de Dubliners, do James Joyce, direto para o rosto de um senhor com um semblante claramente perturbado e com uma bagagem quase que descomunal em seus braços. “Vou&#8230; vou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=174&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Você vai até São Bernardo?”. A pergunta tirou minha cabeça dos desvaneios de como a maldita noite estava quente, e os meus olhos de um volume de Dubliners, do James Joyce, direto para o rosto de um senhor com um semblante claramente perturbado e com uma bagagem quase que descomunal em seus braços. “Vou&#8230; vou sim” respondi. O homem me deixou a par de que precisava de direções para uma das estações do corredor metropolitano, e a sua insistência me pareceu apontar um caso de mente um pouco fraca &#8211; o que não é qualquer coisa próxima de ruim no meu caso, ando tão desinteressado em pura sanidade. “Sente aí”, recomendei, “que logo vou te avisar quando chegarmos, pode ficar tranquilo”. O senhor se recostou em um assento logo de costas para o meu e, como se voltasse meus olhos para minha leitura, fiquei pensando se o homem não teria insistido em sua dúvida por mera necessidade de atenção. Conversamos de forma breve, mas não tardou até um grupo barulhento de jovens tomarem assento ao redor do viajante. Tomei aquilo como um adeus improvisado e mal pude evitar um riso irônico quando ele logo deixou a trupe verborrágica ciente da dúvida de seu destinatário. Mas o mais doce foi ver como logo eles estavam conversando sobre comidas caipiras, trocando endereços e se tratando como amigos de longa data, aqueles meros estranhos. Aquela droga de salto geracional tornado inerte.</p>
<p>Aquela explosão de humanidade me tirou por um instante que seja da vileza que sinto vez ou outra tomar rédeas da minha vida: as necessidades de um assalariado &#8211; sempre mais -, mas principalmente meus entraves românticos impossíveis. Assisti pela janela a noite passar “and in the darkness, I saw myself as a creature driven and derided by vanity” (frase de um conto de Joyce). E ainda assim de todo aquele visco cruel, havia uma chama dessas que nunca anseiam atear o mundo às brasas. Seu bailar diminuto apenas mostrou uma realidade simples, doce e um pouco desesperadora: minha alma tem uma sombra.</p>
<p>(o trecho é uma paráfrase de um poema beatnik que guardei na memória; ando pouco criativo estes dias).</p>
<p>O desespero, poderosa força motora intrínseca de qualquer experiência de existir. O que me deixa inquieto é que por vezes eu sinto medo. De que tudo vá acabar um dia sem jamais ter começado. De novo. E o medo me deixa surpreso. Mas sabe como é, quando você conversa com alguém e descobre que explorar seus segredos é tanto aprender sobre ela quanto descobrir você mesmo, e que aquilo parece um enebriante carrossel de coincidências, e que o amor é químico e nada mais. É maravilhoso. Mesmo que ligeiramente fársico. Até porque ligeiramente fársico?</p>
<p>Trabalho? Faculdade? Ora, Maga, eles vão bem, mas não dão bom caldo pra histórias. Falta-lhes algo de clímax, de um bom ritmo narrativo. Afinal você se diverte quando eu externalizo, coisa que me deixa quase tão desconfortável quanto ser obtuso, mas necessidades são necessidades, e tudo acaba em boas risadas mesmo. Só porque você está certa, não significa que eu esteja errado, não é?</p>
<p>Mas venha aqui. A nossa música está quase terminando, Maga, que tal dançar um pouco?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leonardoatorama.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leonardoatorama.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leonardoatorama.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leonardoatorama.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leonardoatorama.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leonardoatorama.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leonardoatorama.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leonardoatorama.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leonardoatorama.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leonardoatorama.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leonardoatorama.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leonardoatorama.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leonardoatorama.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leonardoatorama.wordpress.com/174/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=174&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A mancha de Rorscharch</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 03:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardoatorama</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uau, faz um tempão que não atualizo nada aqui &#8211; como bem apontou a caríssima Andrea W. e mais outras dezenas de pessoas, possivelmente em maior número do que minha audiência jamais sonhou em alcançar. Mas não tenho negócio nenhum com os &#8220;desvaneios&#8221; dos números. Deixe a prosa para lá. Para não dizer que eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=168&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Uau, faz um tempão que não atualizo nada aqui &#8211; como bem apontou a caríssima Andrea W. e mais outras dezenas de pessoas, possivelmente em maior número do que minha audiência jamais sonhou em alcançar. Mas não tenho negócio nenhum com os &#8220;desvaneios&#8221; dos números. Deixe a prosa para lá.</p>
<p style="text-align:left;">Para não dizer que eu não subi nada, decidi colocar na íntegra um texto que escrevi para as aulas de Técnicas de Redação que tenho religiosamente toda sexta na Cásper Líbero. Entre suas mil histórias &#8211; algo típico de um professor em sua posição &#8211; o sr. Welington uma vez nos disse com seu costumeiro estilo meio teatral demais como todo aluno que tirava oito para cima em suas avaliações acabaram nas redações de Piauís, Caros Amigos e Cartas Capitais. Esse é meu segundo &#8220;nota 10&#8243; consecutivo.</p>
<p style="text-align:left;">Nada mais digno senão publicar, certo?</p>
<p style="text-align:right;">
<p style="text-align:right;">
<h5 style="text-align:right;"><em>&#8220;Sua pele como o milenar calcário, rugosa e ferida de flanco a flanco por um fino e irregular sulco, a imensa árvore se estende para muito além das bordas cinzentas da fotografia, dando à sua fisionomia algo de infinito, imemorial, como uma estátua erguida por titãs. A natureza se faz presente e a abraça com uma densa flora, de folhas, ramos e húmus. É um esforço perdido, e ela compreende em seu cerne um doce fracasso. Resume-se então a coroar o áspero gigante com galhos mil, cuidadosa na circunferência de seu berço descomunal. A coisa toda, lhe pareceu, era um sparring surdo-mudo entre dois pugilistas desiguais: o &#8216;verde&#8217;, que cerca impotente seu adversário, e a árvore, segura de seu lugar, de seu xeque-mate passivo e eternamente incompleto.</em></h5>
<h5 style="text-align:right;"><em>A mulher lhe apareceu com sua roupa dominical, o cabelo penteado por igual, curto sob o chapéu branco. Sua pose estática transmitia um pouco de impassividade: as mãos firmes em sua pequena bagagem, os joelhos virados para dentro, o rosto observando qualquer coisa fora da fotografia com um sorriso mal ensaiado. E ainda assim lhe parece que era como se ela estivesse lá o tempo todo. Ela, o vestido dominical, o sorriso fugidio, os joelhos. Plantados como estavam também a fofa relva e a nodosa árvore. Coisas de uma só coisa, prisioneiros do espaço, mas não do tempo. A luz dá a dica: o arranjo preto-e-branco se originou de uma tarde morna, os raios de sol compondo um todo branco a emoldurar suas personagens, não sem sua textura própria. O céu se confunde com as copas e adentra o tronco enorme como um leitoso miasma, cortado aqui e ali pela sombra de outros ramos, que incidem na pele do gigante e servem como único indício de que há todo um mundo para além dos limites da imagem. Isso e o olhar da mulher, mas até aí é a mesma coisa. Diabos! Pensou que, em resumo, não era nada que não lembrasse a borra velha de um café marroquino, cujos signos estão espalhados a olhos vistos, como um Rorscharch nu.&#8221;</em></h5>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leonardoatorama.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leonardoatorama.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leonardoatorama.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leonardoatorama.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leonardoatorama.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leonardoatorama.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leonardoatorama.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leonardoatorama.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leonardoatorama.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leonardoatorama.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leonardoatorama.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leonardoatorama.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leonardoatorama.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leonardoatorama.wordpress.com/168/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=168&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Temporary Like Achilles</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 02:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardoatorama</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fui ao banheiro da estação colocar um pouco de água no rosto, massageando as têmporas  contra as cavidades ósseas de forma repetida e demorada em um gesto muito menos higiênico e muito mais existencial. Sentir o tutano debaixo da pele, a vida pulsante que habita a visão, o mastigar, o palato, firme e forte até [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=166&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui ao banheiro da estação colocar um pouco de água no rosto, massageando as têmporas  contra as cavidades ósseas de forma repetida e demorada em um gesto muito menos higiênico e muito mais existencial. Sentir o tutano debaixo da pele, a vida pulsante que habita a visão, o mastigar, o palato, firme e forte até na ironia da impossibilidade. Quando tirei do rosto as mãos enrugadas pela água, me surpreendi estranhamente sujo. Não de forma gritante, apenas umas manchas aqui e ali, a barba crescendo molenga onde antes nada germinava, algumas marcas ruborizadas, nada demais. Ainda assim, me lembrava de estar um pouco mais limpo e uniforme até então, uma sensação difícil de se desapegar. A falta de um repertório intelectual digno para me apartar no momento foi de certa forma desconcertante. Talvez se fosse uma mulher, me viria à cabeça um inventário de cremes, loções, Dédalo em pomadas aromatizadas, e uma ou outra dica infalível. Sendo o velho coiote como ele é, me diverti pensando que talvez aquilo fosse muito parecido com uma rua asfaltada logo depois da chuva: a superfície ganhando suaves tons de cerúleo contra a recente luz solar, tornando ainda mais azulada a manhã. Assim também a melhor coisa que podia dizer pro meu reflexo no momento é que há algo de uma nova matiz, de uma nova tonalidade. E da baixeza de meus 21 anos, estou percebendo o tempo, o lento degenerar das coisas, a pequena morte cotidiana que nos faz mais e mais humanos na medida em que ceifa parte de nosso charme e juventude. Em um banheiro de estação.</p>
<p>Mas não posso me dar ao luxo de perder o charme. Isso é se desequipar frente ao meu próprio impossível. De forma instintiva ainda. Esse perder instrumental é um processo lento (talvez a motivação secreta por trás da criação dos tantos samurais cegos, pernetas ou manetas em filmes japoneses) mas dolorosamente contínuo. Para o hoje, o ontem é algo alienígena. O que ficou ontem ficou, e nada disso vai garantir o agora: a humanidade em seu princípio, é de uma intensa atualidade. Colecionar bons momentos, diferente de minhas crenças passadas, é muito próximo a sorver um veneno cuja passagem gera um comichão divertido na garganta, sua efervescência escondendo atrás de si a realidade da passagem do tempo. Maus necessários.</p>
<p>E é por isso que vivemos trocando meios por fins e fins por coisa alguma. No fim das contas, tudo o que apreendemos de nossos erros vem da jornada de repetí-los: eis o berço do sentido. E é essa personificação que terá que bastar agora. Mas talvez eu esteja sendo muito duro, Maga, <em>one old sneaky bastard</em>. Muito duro, e muito pessimista &#8211; as suas palavras seriam uma sigla nesse momento. Mas amanhã passa. Há de passar, não é?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leonardoatorama.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leonardoatorama.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leonardoatorama.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leonardoatorama.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leonardoatorama.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leonardoatorama.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leonardoatorama.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leonardoatorama.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leonardoatorama.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leonardoatorama.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leonardoatorama.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leonardoatorama.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leonardoatorama.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leonardoatorama.wordpress.com/166/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=166&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cor e salteado</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 03:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardoatorama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma noite chuvosa, e relativamente encoberta pela solidão, coisa de se esperar &#8211; pode não parecer, mas sou um cara meio desapegado &#8211; e o que rondava minha mente era a ironia de ter que repetir o título <em>Manual da paixão solitária</em> um par de vezes a mais do que esperava para o atendente da livraria. Encomendas são encomendas. Enfim, me lembro de quase precisar fazer cada sílaba sibilar lentamente da minha língua, como quem saboreia um bonito nome feminino ou como um desses senhores que contabilizam por si só lentas lembranças de seu passado, apenas no intuito de fazê-las voltarem à vida.</p>
<p><em>Hójita,</em> a repetição do nome me pareceu impregná-lo de mim, e me impregnar dele &#8211; mais ou menos como um jovem que decora a fórmula de Báskara depois de utilizá-lo <em>ad nauseaum </em>começa a apreendê-lo. Ops, desculpe, espere um pouco Maga&#8230;Sim&#8230; sim, este mesmo&#8230; Paixão solitária! O tipo de coisa, de emoção visceral sentido somente por uma das partes&#8230;Ahn?.. ah, ora o que tens na cabeça, não tem nada a ver com platonismo, meu amigo&#8230; é mais como amar e não saber bem o quê&#8230; ahn&#8230; não, não, isso não é pra mim. Quer saber, à merda com tudo isso, deixa isso aí na prateleira que eu vou ficar mesmo com O Senhor dos Anéis.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leonardoatorama.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leonardoatorama.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leonardoatorama.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leonardoatorama.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leonardoatorama.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leonardoatorama.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leonardoatorama.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leonardoatorama.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leonardoatorama.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leonardoatorama.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leonardoatorama.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leonardoatorama.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leonardoatorama.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leonardoatorama.wordpress.com/164/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=164&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Excerto de projeto</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 19:52:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardoatorama</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou prolífico no quesito literatura este fim de semana. Bolei toda uma cena de meu projeto, e creio que seria de bom grado lhes apresentar um trechinho sequer. Para contextualizar: este script de HQ está meio que pronto já há alguns meses, e a parte em questão se dá no fim do capítulo, com Huxley, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=161&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou prolífico no quesito literatura este fim de semana. Bolei toda uma cena de meu projeto, e creio que seria de bom grado lhes apresentar um trechinho sequer. Para contextualizar: este script de HQ está meio que pronto já há alguns meses, e a parte em questão se dá no fim do capítulo, com Huxley, o protagonista, saindo de mais uma missão bizarramente mal terminada. Um carro para em frente ao restaurante e o carrega pela noite.</p>
<p>Para quem se interessar, por favor, adoraria falar mais sobre a coisa toda. Por hora, fiquem com o monólogo da cena.</p>
<p>&#8220;Você olha da janela do sedan as luzes da cidade, que queimam em seu estômago como plácido cianureto. Tudo lá fora passa rápido, Rosa, todas as mentiras e a sensação sufocante de que tudo está impossivelmente fora do alcance, da calçada oposta, do <em>clochard</em> ao céu sem estrelas &#8211; observação imprópria, há tanta luz. Você para para lembrar do café e das torradas da manhã anterior, do silêncio, diálogo de Kaspar Hauser, aquilo que te mantém são, por um momento que for. O telefone celular está desligado, e uma ânsia lhe atravessa, alguém para lhe botar as mão na lapela do casaco e dizer algum impropério suave.</p>
<p>As luzes, a dança em Technicolor &#8211; certamente um <em>continuum</em> Tango argentino &#8211; soam como sombras neón da caverna de Platão. De tal forma que, quando os sons voltam a ti, sua própria voz se assemelha ao latir de um cachorro vira-lata. Você pede às pressas que o motorista pare o veículo lá mesmo, sem quase supor que é esta sua vontade. Sua cabeça lateja, e tudo o que você mais quer é o fim do passeio.</p>
<p>Rosa, as luzes da noite são tão lindas. Você precisa ver.&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leonardoatorama.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leonardoatorama.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leonardoatorama.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leonardoatorama.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leonardoatorama.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leonardoatorama.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leonardoatorama.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leonardoatorama.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leonardoatorama.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leonardoatorama.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leonardoatorama.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leonardoatorama.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leonardoatorama.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leonardoatorama.wordpress.com/161/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=161&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nebulosas</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 03:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardoatorama</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas a vida não é apenas <em>input and output</em>, seu resumo não está apenas nas leis de ação e reação. Se nos engalfinhamos em meios para ser feliz, alcançar nosso <em>kibbutz ,</em> ou dormir com paz de espiríto, ou com um afago morno, é justamente por que, em muitos casos, os resultados de nossas ações não são diretamente proporcionais àquilo que damos por ela. Nesse sentido &#8211; e principalmente no sentido do romance &#8211; o princípio da Teoria de Darwin vai ao chão: afinal &#8220;a sobrevivência do mais apto&#8221; subentende esforço. Veja só, correr sob a chuva te molha em proporcional quantidade se praticada fosse menor cinética, e não importa ser o mais galante, bonito, falar sempre as coisas certas, e às coisas erradas prestar um certo tom suave. Isso não dará certeza de conseguir a garota no final da noite, <em>le mon&#8217; chérie</em>.</p>
<p>Longe de querer ser um bronco desencantado &#8211; e igualmente distante de ser um otimista &#8211; a vida deve ser assim, uma série de vicissitudes, de dificuldades e barreiras, e a incerteza de uma luz no fim do túnel. Oh, tudo é tão passageiro e vão, Maga, se no final não nos faz &#8211; sim, de nós dois, <em>hójita &#8211; </em>pessoas melhores, mais aptos a enfrentar mais vicissitudes &#8211; que acredite, sempre haverão. E nada disso depende do esforço, e sim de uma certa química, de um fluxo, um regaço amplo de acaso. Talvez coragem, disposição, vá lá saber.</p>
<p>(O ser que escreve ama metáforas. Isso se explica pela ânsia de passar uma mensagem sem querer passar pelo crivo do concreto e do claro e exemplifica, por si só, a deficiência da comunicação verbal frente à densidade do humano)</p>
<p>Era já o quarto embate entre o Marcelo, do departamento de arte, e a máquina em Street Fighter IV. Não sei porquê raios, não tive vontade de tirá-lo de lá. O novo embate terminava, o Marcelo dava um riso divertido, lamentava a derrota, e eu dizia: &#8220;Ora meu caro, é assim que são as coisas. Nínguem nunca aprendeu Street Fighter vencendo&#8221; dei uma palmada leve em seu ombro, puxei a minha cadeira e reiterei &#8220;bonitão, a próxima é minha!&#8221;. E de quem mais estiver disposto a jogar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leonardoatorama.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leonardoatorama.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leonardoatorama.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leonardoatorama.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leonardoatorama.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leonardoatorama.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leonardoatorama.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leonardoatorama.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leonardoatorama.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leonardoatorama.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leonardoatorama.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leonardoatorama.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leonardoatorama.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leonardoatorama.wordpress.com/158/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=158&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Caminito</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 02:53:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardoatorama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brainscratches]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar o óbvio é de fato uma arte, não livre de ser capaz de mexer com algum intelecto desocupado. Whitehouse compara o presente à um crivo, que resume o denso mar de possibilidades do futuro em uma única linha de ação e História (Caminito que el tiempo ha borrado), aquilo que compreende o passado. No [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=155&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falar o óbvio é de fato uma arte, não livre de ser capaz de mexer com algum intelecto desocupado. Whitehouse compara o presente à um crivo, que resume o denso mar de possibilidades do futuro em uma única linha de ação e História (<em>Caminito que el tiempo ha borrado</em>), aquilo que compreende o passado. No momento &#8211; no microsegundo que seja &#8211; realizamos ou somos obrigados a realizar escolhas, entre uma infinita possibilidade de cenários, ação que, por si só, desenha a linha da vida passada, pra sempre perdida da pluralidade de sentidos. (<em>He venido por última vez / He venido a contarte me mal</em>).</p>
<p>Uma maçada. A visão simplificada desta metáfora anula quaisquer metaficções que projetamos em nosso passado, toda a pequena fábula que se tornou nosso primeiro dia na escola, o épico do primeiro beijo, a sinfonia do &#8220;eu te amo&#8221; matinal (<em>Bordeado de trébol y juncos en flor</em>). Gosto de pensar na metáfora de Whitehouse como se a linha do tempo fosse um fluído, cuja matéria &#8211; a possibilidade &#8211; não se perde, apenas se transmuta (<em>una sombra ya pronto serás / una sombra lo mismo que yo</em>). Um vestigial que dirige nossa visão de nosso próprio passado, aliado à fraqueza de nossa própria memória e ao gosto eterno por boas estórias. Assim, heróis da resistência, atrás somente da própria subsistência, se tornaram mártires da democracia, e com eles a História ganhou um quê de esplêndido exercício mental. Não me demorarei muito, e logo chego a conclusão (<em>caminito amigo / yo también me voy</em>): sendo o futuro e o passado resultados do mesmo líquido, o que importa na verdade é o recipiente, o crivo do presente, o que dá forma a todo o resto, a plena exploração das possibilidades. Bendita seja a geração do &#8220;live strong and die young&#8221;.</p>
<p>Em segunda conclusão: quão essencial a idéia de liquidez! Quer dizer, já se acreditava que campos de força eram resultados de fluídos invisíveis, e mesmo que dadas emoções poderiam ser mapeadas através de diferentes composições químicas &#8211; algo de muito similar ao conceito tribal do <em>Mana. </em>Agora tudo se resume ao estímulo elétrico, à Hertz &#8211; da cor dos seus lábios à sensação do toque teu, Maga &#8211; à resposta e ação &#8211; <em>output to an input, and then back again</em>.</p>
<p><em>Input. Output. Pasos. La mano del tiempo.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leonardoatorama.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leonardoatorama.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leonardoatorama.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leonardoatorama.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leonardoatorama.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leonardoatorama.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leonardoatorama.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leonardoatorama.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leonardoatorama.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leonardoatorama.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leonardoatorama.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leonardoatorama.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leonardoatorama.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leonardoatorama.wordpress.com/155/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=155&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nadie en ella</title>
		<link>http://leonardoatorama.wordpress.com/2009/07/31/nadie-en-ella/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 03:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardoatorama</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Descia as escadas da estação gelada, apertando o casaco contra o peito, ouvindo sobre a curva de Mu e como ela provava que o café do futuro será acompanhada por torrada e nanomáquinas. Mas tudo o que realmente me captava no momento era quão abrasivo e agressivo se tornou a alvura destas máscaras higiênicas que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=151&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descia as escadas da estação gelada, apertando o casaco contra o peito, ouvindo sobre a curva de Mu e como ela provava que o café do futuro será acompanhada por torrada e nanomáquinas. Mas tudo o que realmente me captava no momento era quão abrasivo e agressivo se tornou a alvura destas máscaras higiênicas que se veêm por todo o lado, marcas do terror e histeria moderados &#8211; por dieu&#8230; &#8211; e de uma súbita preocupação minha (Maga, tu acertas sempre em sua intuição felina, uma virtude às vezes tão desconcertante).</p>
<p><em>Ni hace sus cuerdas sonar.</em></p>
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		<title>Oh! You Pretty Thing</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 03:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardoatorama</dc:creator>
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		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Meu violão modelo Eagle preto precisa de um polimento, para assentar o lustra-móveis e tirar o pó que ofusca o seu negrume. Ao buscar a flanela de algodão &#8211; sua superfície entrecortada pela ferrugem 0.9 D&#8217;Addario &#8211; me lembrei do episódio de hoje a noite. Conversava com outra garota num café noturno &#8211; sim, outra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=147&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu violão modelo Eagle preto precisa de um polimento, para assentar o lustra-móveis e tirar o pó que ofusca o seu negrume. Ao buscar a flanela de algodão &#8211; sua superfície entrecortada pela ferrugem 0.9 D&#8217;Addario &#8211; me lembrei do episódio de hoje a noite. Conversava com outra garota num café noturno &#8211; sim, outra além da minha femme de madeira macia e acordoamento lustroso &#8211; enquanto ela lutava contra um saco de roupa. Uma azulada peça íntima saltava com a pressão exercida, talvez como um Sócrates que se esgueirava de debaixo de seu sudário, para omitir desejosas últimas palavras &#8211; no caso, possivelmente algo sobre intimidade e cumplicidade, algo de reforço. As duas imagens &#8211; a do <em>soutien</em> e a do anti-sofista &#8211; não se encontraram no momento exato. Ficaram <em>a posteriori, </em>visto que diverti-me por demasiado imensamente tanto com a metáfora quanto com o significante. Minutos antes de escrever isto, pra ser honesto.</p>
<p>Meu dia-a-dia soa doce, e o acorde sustentado de meu romance remete a um jazz (em tom maior, eu sei!) e à sábia puta de Cortázar: &#8220;If you ain&#8217;t got a dollar, gimme a lousy dime!&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leonardoatorama.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leonardoatorama.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leonardoatorama.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leonardoatorama.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leonardoatorama.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leonardoatorama.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leonardoatorama.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leonardoatorama.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leonardoatorama.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leonardoatorama.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leonardoatorama.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leonardoatorama.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leonardoatorama.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leonardoatorama.wordpress.com/147/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leonardoatorama.wordpress.com&amp;blog=4809484&amp;post=147&amp;subd=leonardoatorama&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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