Era já noite avançada. Avançado também o cair leve da madrugada úmida. Cobrindo eu e a minha nobre irmãzinha da chuva, o guarda-chuva pouco vacilava nas frias mãos de minha companheira e, em identico movimento, pouco vacilava minha cegueira cinza. Imagine, quão fatal a diferença entre estaturas. Indiferente da desvantajosa posição, ambos trocávamos alguns verbetes de nossas vidas (efêmeras, passageiras, ok! Mas também infinitamente belas). O soprar do dente-de-leão acompanhava nossos passos, que prosseguiam na proximidade exigida pela circunferência de minha cegueira cinza, que tornava a garota meu único ponto guia, minha estrita referência.

Oh! Como vivemos indiferentes, cegos ao presente, fantasmas no limbo entre o passado e suas quimeras, e o futuro e sua expectativa vacilante. E quanto mais negro se torna o passado, maior é o brilho que permeia as esperanças do futuro, e o contrário é válido, até mesmo mais. Todo o movimento guiado por madonas, vênus que tampouco sabem que enfiaram o maldito guarda-chuva de tal modo em nossos coletivos focinhos que só podemos ver do presente suas pegadas.

Porque não pedi para a maninha tirar o aparato da minha frente pouco tem a ver com cordialidade, um pouco mais a ver com afetos e sentimentos e um bocado mais a ver com a natureza escapista do humano. Do presente só as pegadas, flor de lítio, eu quero é ouvir algum diabo de história!

Olá, Coiotemaníacos! De volta ao Eu.@forismos para desenvolver uma pequena ponderação que me ocorreu hoje, e assim evitar que esta charmosa homepage, em todo seu esplendor verde oliva, “desfaleça”.

Hoje no metrô de volta para casa, enquanto estava enconstado contra a porta de metal frio que estava a se fechar, um chiclete estrategicamente plantado na borracha, que se aproximava do poliuretano oposto, num vão cada vez mais cerrado pelo movimento de adeus e nunca mais do trem, me fez pensar. Que simples alegria deve ter gerado os finos, frágeis e ousados fios de doce criando arcos cada vez mais amplos, quando o pequeno algoz viu as portas se abrirem em suas magníficas mandíbulas!

Tão importante nos é o jogo! Um conceito maior em importância que a própria cultura – afinal, mesmo os animais jogam – fico pensando em até que extensão eu o procuro. Fato é que o único ato lúdico de hoje – um amigável tapinha nos joelhos – não era nada mais, na verdade, do que um pedido de resolução de uma problemática acadêmica e sua natureza me deixou desanimado. Certo estou também que o jogo, as pequenas brincadeiras, sejam elas um quebra pau homérico, ou uma bossa nova em sol com sétima maior, são responsáveis por fazer de duas de minhas amigas verdadeiras irmãzinhas. Será que a inexistência de sorrisos sujos de chocolate, rabiscos na carteira, tornariam as coisas diferentes? O jogo, nalgum caso, também seria uma integrante parte da palpável – e diria esmagadora – ilusão romântica?

Eu, sinceramente, não sei.

Conforme se aproxima a data que comemora minhas duas décadas inteiras e, também, conforme crescem em mim as obrigações, contas à pagar, saldos bancários – magerrímos, ou, em termos da mãe de uma amiga, ELEGANTES – códigos de cartão de crédito e um minúsculo fogo fátuo que apenas posso imaginar ser algum tipo de ânsia paterna, me vejo encurralado por uma febril sensação de independência. Somos prisioneiros da liberdade – diga isso para minhas velhas roupas de baixo.

Fato é que o Dia da Mulher me surpreendeu empreendendo um esforço de mémoria, um apanhado das femmes que fizeram parte integrante de minha vida. Da mesma forma que sei que elas me moldaram, meu recém adquirido senso de maturidade também as moldou em minha mnemônica: conheci desde garotinhas, mulheres fatais, súcubos, intelectuais e indies, que acabam sendo pouco além de conceitos. Talvez numa tentativa de vitalizá-las por maior tempo, decidi cruzar cada uma das garotas mais especiais com um personagem da literatura (acho mesmo que funcionaria como um bom afrodisíaco): sendo assim, já conheci minha cota de Sabinas, Terezas, Kareninas, Weatherstones e mesmo uma Caulfield-fêmea. Ah! E por alguma razão a Mayra sempre me lembra os universos de Tom Sawyer.

Diria qualquer um dos leitores sensatos: deixe de ser prolixo e pedante, coiote! Uma música já basta para lembrar de algúem. Faz sentido, não é? Mas minha réplica é a seguinte: há sempre algo em jogo em relações humanas, e já sofri por mulheres, é um fato natural e disto apenas um idiota guardaria rancores. Mas prefiro perder um personagem, com o qual mesmo já podia ter lá minha antipatias, do que perder uma boa canção. E acreditem, meus amigos, há muito poucas canções para se dar ao luxo de sacrificá-las. Muito poucas!

Finalizando, parabéns a vocês, gatinhas, incógnitas de Einstein, para além da física quântica e da curvatura da luz!

Dedico o artigo de hoje à uma pequena reflexão, um protesto singelo, porém energético sobre o pensamento maniqueísta. Se há algo que a metafísica iluminista nos deixou de herança é o trabalho intenso em cima das dualidades: das trevas e da luz, do bem e do mal. É algo que acabamos mesmo por praticar no dia-a-dia, seja da atual situação da violência na metrópole paulistana, a questão dos morros cariocas ou mesmo em situações que não nos damos conta. Nos enraivecemos com um motorista que corta a faixa logo na frente de nossos carros, ou com alguma senhora que empaca a fila das gondôlas, ou de um casal despudoradamente se acariciando, e chegamos mesmo a pensar que eles planejam diabolicamente tais ações para perturbar nossa placidez. O mal subjulga o bem, a algazarra, a paz e a ordem, a desordem. Concordo que seja uma ótica bem atrativa, e vez ou outra isto me passa pela cabeça (principalmente no trânsito paulistano), mas sejamos honestos, é extremamente pouco pragmática. O contexto, meus caros! O contexto é de vital importância para que possamos apreender mais ricamente o que, em inicial análise, é o que os músicos do Jethro Tull resumiram bem como “all the little things that spoils my day”! O contexto é diverso para cada indivíduo e se considerarmos a vasta quantidade de possíveis cenários, teremos ainda maior números de possíveis condutas. Em termos simples: o que é certo para alguns não necessariamente se aplica a todos; o que parece uma péssima idéia para uns, é a única saída para outros. Deixar a coisa assim vai contra os príncipios objetivos do raciocínio e devo confessar que, quanto mais fundo se vai na reflexão sobre temas pesados e violentos, maior se torna a sensação de que de fato estamos mocinhos contra bandidos. Ah! Mas vá lá! Essa é uma saída simples para o abismo de Nietzsche. É negligenciar seu olhar negro e sua natureza vertiginosa.

Como um adendo, coloco para enriquecer a prosa o fato a seguir: há alguns dias se tornou um pouco claro para mim que uma certa garota (sua verdadeira identidade um segredo mesmo no divertido diálogo com minha irmã adotiva – esta que, nesses últimos tempos deixou de fazer meu sangue ferver apenas e substituiu por uma certa preocupação paterna minhas atitudes equivocadas e bobas. Diabos, eu de fato a trato como uma garotinha às vezes, embora, como a Maga de Cortázar, ela bem que me dá razões para tal!) AHAM! …Uma certa garota apresenta-se em diferentes facetas, das quais raramente posso intercalar vivências. Assim sendo, a garota 1 com quem passeei nalguma tarde não é a garota 2 com quem me encontro para uma conversa noturna e, tampouco, as duas se assemelham à onírica garota 3, que se introduz justamente em sua ausência. Amo igualmente as três. Suponho a partir disto que a singularidade, a linearidade de ações e condutas não é nada natural do humano, nem tampouco de seu espírito.

E assim vai meu cotidiano social, na doce e utópica ilusão de que minha disposição verbal objetive com sucesso minhas densas e complicadas excentricidades. Enquanto subo de forma rápida, energética e descuidada as escadarias da estação Jabaquara (um vício que alimento todo dia, visando atrofiar melâncolias e desânimos), deixo para trás uma ponta de inveja da poesia de Confúcio e da cultura Haikai. Estes malditos “verborrágicos”!

(Sim! O coiote adora até mesmo a mais patética demonstração de ironia descabida)

Esta última semana decidi voltar a rabiscar algo e me surpreendi com uma reflexão passageira. Resumo a prosa em uma sentença simples: o desenho não é um produto passivo. Desenvolvo, como qualquer empírico que nasce da vontade popular do esclarecimento, com o seguinte exemplo: todos os últimos três sketches dedicados ao Huxley começam com um olhar evasivo. Sim, e não havia notado a tendência até desenhá-lo desta última vez, novamente o olhar perdido e cansado como a primeira estrela do poente no papel Renault. O desenho, entretanto, prosseguiu de forma quase independente de mim, e logo ele estava sentado confortavelmente em meio a um café povoado, sorvendo deliciosamente de um pequeno post-it (um sorriso saltou, como um fantasma sob uma concha, da face desenhada) e de um whisky. Não me lembro desde quando ele começou a adotar hábitos abrasivos. O papo todo pode perfeitamente soar como loucura juvenil, mas tentem compreender que a criação de um personagem ( e eu pretendo sim escrever um livro/graphic novel/fanzine/backyard literature) envolve uma boa parcela de adoção: o personagem nada mais é do que uma cria que divide com você as experiências de sua vida e se utiliza de filtros semânticos completamente diversos, provenientes da raiz existencial pela qual ele surge. Talvez o Huxley nada mais seja que uma mescla entre Etienne e algum herói kafkiano, que viveu comigo boa parcela de meu cotidiano.

Vai saber…

Um pedinte me abordou perguntando se eu tinha CORAGEM de ajudá-lo, tive uma interessante aula sobre a natureza feminina com minha nobre amiga Hellen numa madrugada no laboratório. A Mayra, que dançara comigo sob o primeiro luar numa praia em Trindade me comprimentou como a um irmão já não mais tão distante e uma mulher não conseguira segurar o riso depois de ter terminado uma conversa por celular com um energético “Se liga babaca! Depois me dá um toque, seu idiota”.

E isto é tudo o que me moveu nos últimos dias.

Isto e uma bela película do Jean-Luc Godard… mas isto fica para uma próxima.

O céu da manhã perolada era um ser vestigial, que me recomendava o porte de meu guarda-chuva. A garoa da madrugada passada ainda persistia nas ruas arborizadas do meu bairro, convidada pelas sufocadas copas de um leve verde amarelado, encharcando uma mala cheia de compotas deixadas pela cantina de uma escola infantil próxima. Pensei que, em alguma daquelas ruas, prosseguia o comboio da guarda montada, em sua lenta ronda anacrônica. Estavam errados os estudiosos ao dizer que os veículos motorizados mataram o Flaneur, quando este estava sucumbindo desde as épocas da domesticação animal em massa. Minha reflexão quebrada pelo latido de um arisco cachorro, imaginei que morrerei de saudades da minha cidade em algum ponto de minha jornada. Oh, a insustentável leveza dos seres itinerantes!

Estou a descer na estação Clínicas todo dia pouco antes do almoço e depois dos amantes acordarem de suas voluptuosas rotinas noturnas. Ao menos nas segundas-feiras, que matam os fecundos ares do domingo na cidade, dos cigarros e dos tragos que encobrem a doce bruma das idéias. Os seguintes dias não foram feitos para o amor. São material para cemitérios, penso enquanto cruzo o do Araçã, para pegar um outro ônibus para o emprego.

Logo antes de entrar é meu costume perguntar se a condução passa em frente a Necrópole São Paulo, meu destino final (meu dia é de fato de uma ironia constante). Assim subo uma certa manhã em um ônibus e me preparo para lançar a pergunta quando me deparo com uma mulher. Seu rosto apenas uma parte do que já foi, uma fina fenda bipartida no lugar do nariz e as maças do rosto rochosas e pálidas. Questionei, de frente àquele sorriso perpétuo e indiferente, liberto da prisão semântica dos lábios, o mau agouro de fazer a velha questão de sempre e decidi tomar o ônibus para onde quer que ele fosse.

Me peguei pensando em quanta coisa me faz deixar de sair de casa e no pequeno vício que uma tal garotinha me provoca (diria que devido sua natureza benéfica a longo prazo e os danos a curto prazo, seria mesmo um contrário da ascepção tradicional, talvez mesmo um anti-vício). Anti-vício ou não, pensei que os danos, por maiores que sejam, jamais deveriam subjulgar a vontade de viver. O semblante esquelético da segunda jamais deve afundar a pulsante vida surgida do ventre dos domingos.

Hoje novos integrantes chegaram no escritório, e o clima é sempre bem divertido quando temos gente nova. Eram umas 14:00 da tarde quando eles decidiram se lançar na aventura de pedir o almoço (uma arte que se assemelha em muitos pontos às caças ancestrais). Cheguei perto, menos para dar uma ajuda do que para relembrar o número em si – vejam que eu não me dou bem com papeizinhos post-it e vivo perdendo telefones. Estava anotando o número quando decidi perguntar o que eles faziam da vida. Descobri, assim, uma analista de sitemas iniciante e um estagiário de TI. Ao rebaterem a pergunta, e ouvirem que eu sou jornalista, seus olhares se dirigiram a mim de uma forma meio… inesperada. Parecia que estávamos numa fogueira de acampamento e que eu acabara de chegar no clímax sanguinolento dalguma estória de horror, enquanto os garotos esperavam ansiosos. Ia contar talvez a estória do Consul indiano, mas ao invés disso peguei o papel, rabisquei o endereço e disse: “Aqui está! Olha só, não esqueçam de teclar zero antes do número.” virei as costas e voltei ao trabalho.

Sair de casa às 19:00, com o céu carbonizado de cinza e umidade é quase como um thriller. As árvores ainda em flor, tão típicas do início do verão, despejam pesadas pétalas que, para o olhar incerto, se assemelham a gotas desajeitadas. Nossa! Que aguaceiro! Erro novamente: é sim a mulher do outro lado da rua regando o jardim escasso com seus shorts juvenis. Ora, todo bom filme de terror tem que ter suas exuberâncias femininas. Assim também, todo bom thriller tem que construir o suspense e a tensão até níveis insuportáveis, deixando a visão da criatura ou do assassino para o final do terceiro ato e, consequentemente, do filme. Assim também me ocorreu, e assim como procede com o perturbado herói da película, o monstro líquido me dá um misto de assombro e solidariedade, e portanto corro para a senhora lá na frente . “Quer ajuda?”, pergunto com estranha calma (como a calculista atitude dos quase abstratos protagonistas). “Não, meu filho! Eu moro longe” e com um gesto, afastou meu guarda-chuva, negro como o corvo de Morfeu. Bem, não imagino que eu tenha o direito de negar a uma idosa alguma ânsia aventureira e, além do quê, o meu escasso tempo me obriga a correr para o conservatório. Tudo bem, precisava de um pouco de movimento no meu dia. Let’s split!

A volta me presenteou com um tempo mais seco e um interessante diálogo com um amigo músico e o bandolim. Bandolins não falam, mas têm histórias, e a deste era ser de um cara que fez de seu ganha-pão algo de que ele gosta. O ritmo acelerado de apresentações e aulas pareceu desprender de sua fala algum tipo de ânimo, e entre os “cacete, tenho que estar em Sampa às nove e porrada” e os “puta loucura” notei a existência de uma cinética que lhe é como uma segunda vida… ou um segundo meio de vivê-la, além das efemérides de um cotidiano comum. Assim como o rapaz que adentra  alguma sala de cinema espera dos sustos a possibilidade de experimentar algum tipo de adrenalina, sem sofrer dela o que se esperaria de uma situação real, meu amigo vive e sofre por seu trabalho, cuja propria natureza evita, de fato, demasiadas dores.

Não imaginem, claro, que esse homem não sofra. Todos sofremos, em maior ou menor grau e em uma miríade de formas. Afinal, como ia dizendo, sair de casa às 19:00, com um céu carbonizado de cinza e umidade…

Vocês não odeiam quando o telefone toca e, esperançoso, aguardam a voz de alguma gatinha de esbeltas linhas esguias (e devo adicionar, ligeiramente curvilíneas), algum camarada com quem a conversa anda escassa, assim como as risadas e anedotas sujas, um marciano ou mesmo David Bowie, para apenas serem atingidos por um timbre asqueroso de mulher chata, de dedos possivelmente flácidos demais para teclar 331 ao invés de 361?!

Pois é!

E lá se foi a humanidade… em linhas telefônicas e ondas Hertzianas

“Abel Ferreira – Chorando Baixinho”

Já havia comentado sobre como ando me sentindo um herói proustiano nestes últimos meses de tão agitado e veloz ano. Pelo menos eu acho (embora no mundo do hipertexto e dos tags este termo esteja em desuso, adoraria ainda poder me apegar a tão humana desconsideração juvenil do meramente material e racional). Este artigo, depois de mais de um mês sem postar nada, nasceu de mais um momento peculiarmente ínfimo.

Pois bem, estava hoje cavando alguns papéis da faculdade para pegar material de estudo para a prova de Teoria da Comunicação (um curso de fato muito interessante) quando me caiu no colo um papel dobrado em quatro, dado a mim pela colega Érica. Foi-me presenteado depois dela ter sabido de minha ignorância e eventual curiosidade sobre o termo Deus ex Machina. Me detive sobre aquela folha com surpreendente curiosidade, como que galgando os jardins do jovem Swann, ou mesmo sorvendo do famoso chá de lima. O verbete discorria como a seguir:

[1]  Essa expressão latina significa ‘deus da máquina’ ou ‘deus surgido da máquina‘. É a introdução de uma personagem exógena, que não faz parte da narrativa, mas que aparece para desatar o nó, os conflitos existentes nela. (…) Nos tempos modernos a expressão é usada para designar um conflito aparentemente insolúvel, que acaba resolvido por uma pessoa ou uma situação que surge repentinamente.”

Bem. O filósofo grego Aristóteles, sobre o teatro antropomórfico de sua época, que por vez ou outra se utilizava do recurso narrativa do Deus ex Machina para a obtenção do efeito trágico (efeito este que é a raison d’etré de qualquer obra de arte), criticava seu uso por ser uma ferramenta que sacrificava a verossimilhança. O que faz um bocado de sentido quando o que você almeja é a ars poética da mimése, da representação do real. Mas, pessoalmente, vejo a idéia como uma faceta tão enraizada em nós, tão óbvia e, ao mesmo tempo, dilacerante, que não nos provoca praticamente nada quanto externalizada por um meio artístico. São as buscas constantes por uma resposta, por um salvador, pelo alívio do amor (embora a coisa aí seja mais complexa) e pela cura  xamanista. A busca final do eu no outro, no exógeno.

Não é, cara srta. Atorama?

“Jason Becker – Air”

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